ARTIGO PRESSÃO ALTA E ESPORTE

26-04-2011 09:44

Rev Bras Med Esporte 

_

 Vol. 10, Nº 6 – Nov/Dez, 2004 513

* Hospital Universitário Oswaldo Cruz – Universidade de Pernambuco.

Rua Arnóbio Marques, 310 – 50100-130 – Recife, PE.

1. Especialista em Cardiologia (AMB-SBC) e habilitada em Ergometria

(AMB-SBC). Ergometrista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz – Universidade de Pernambuco.

2. Professor Adjunto de Cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas –

Universidade de Pernambuco. Mestre em Medicina Interna e Doutor

em Cardiologia.

Recebido em 3/9/04. 2a

 versão recebida em 10/11/04. Aceito em 25/11/04.

Endereço para correspondência: Maria de Fátima Monteiro, Rua Teles

Júnior, 155-B, apto. 1.201 – 52050-040 – Recife, PE. E-mail: fatimam@cardiol.br

Exercício físico e o controle da pressão arterial*

Maria de Fátima Monteiro

1 e Dário C. Sobral Filho

ARTIGO DE REVISÃO

Palavras-chave: Atividade física. Hipertensão arterial. Tratamento não-farmacoló-

gico.

Palabras-clave: Atividad física. Hipertensión arterial. Tratamiento no farmacológico.

RESUMO

O exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas,

resultantes de adaptações autonômicas e hemodinâmicas que vão

influenciar o sistema cardiovascular. Diversos estudos demonstraram o seu efeito benéfico sobre a pressão arterial. Sendo a hipertensão arterial sistêmica uma entidade de alta prevalência e elevada morbimortalidade na população, o exercício físico tem importante

papel como elemento não medicamentoso para o seu controle ou

como adjuvante ao tratamento farmacológico.

RESUMEN

Ejercício físico y el control de la presion arterial

El ejercicio físico provoca una serie de respuesta fisiológicas,

resultantes de adaptaciones autonómicas y hemodinámicas que

van a influenciar en el sistema cardiovascular. Diversos estudios

demonstraron el efecto benéfico sobre la presión arterial. Siendo

así, la hipertensión arterial sistémica una entidad de alta prevalencia y elevada morbi-mortalidad en la población, el ejercicio físico

tiene un papel muy importante como elemento no medicamentoso para su control y como adyuvante al tratamiento farmacológico

tambien.

INTRODUÇÃO

O exercício físico é uma atividade realizada com repetições sistemáticas de movimentos orientados, com conseqüente aumento

no consumo de oxigênio devido à solicitação muscular, gerando,

portanto, trabalho

(1)O exercício representa um subgrupo de atividade física planejada com a finalidade de manter o condicionamento .

(2)Pode também ser definido como qualquer atividade muscular .

que gere força e interrompa a homeostase

(3)O exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas

nos sistemas corporais e, em especial, no sistema cardiovascular.

Com o objetivo de manter a homeostasia celular em face do aumento das demandas metabólicas, alguns mecanismos são acionados

(4)Esses mecanismos funcionam sob a forma de arcos reflexos .

constituídos de receptores, vias aferentes, centros integradores,

vias eferentes e efetores; muitas etapas desses mecanismos ainda não foram completamente elucidadas

(5)

.

EFEITOS FISIOLÓGICOS DO EXERCÍCIO

Os mecanismos responsáveis pelos ajustes do sistema cardiovascular ao exercício e os índices de limitação da função cardiovascular constituem aspectos básicos relacionados ao entendimento das funções adaptativas. Esses mecanismos são multifatoriais

e permitem ao sistema operar de maneira efetiva nas mais diversas circunstâncias. Os ajustes fisiológicos são feitos a partir das

demandas metabólicas, cujas informações chegam ao tronco cerebral através de vias aferentes, até a formação reticular bulbar,

onde se situam os neurônios reguladores centrais

(1)

.

Os efeitos fisiológicos do exercício físico podem ser classificados em agudos imediatos, agudos tardios e crônicos. Os efeitos

agudos, denominados respostas, são os que acontecem em associação direta com a sessão de exercício; os efeitos agudos imediatos são os que ocorrem nos períodos peri e pós-imediato do exercício físico, como elevação da freqüência cardíaca, da ventilação

pulmonar e sudorese; já os efeitos agudos tardios acontecem ao

longo das primeiras 24 ou 48 horas (às vezes, até 72 horas) que se

seguem a uma sessão de exercício e podem ser identificados na

discreta redução dos níveis tensionais, especialmente nos hipertensos, na expansão do volume plasmático, na melhora da função

endotelial

(4,5)

 e na potencialização da ação e aumento da sensibilidade insulínica na musculatura esquelética

(5-7)

Por último, os efeitos crônicos, também denominados adaptações, resultam da exposição freqüente e regular às sessões de exercícios e representam .

aspectos morfofuncionais que diferenciam um indivíduo fisicamente treinado de outro sedentário, tendo como exemplos típicos a

bradicardia relativa de repouso, a hipertrofia muscular, a hipertrofia

ventricular esquerda fisiológica e o aumento do consumo máximo

de oxigênio (VO2

 máximo)

O exercício também é capaz de promover a angiogênese, aumentando o fluxo sanguíneo para os .

músculos esqueléticos e para o músculo cardíaco.

O exercício físico realizado regularmente provoca importantes

adaptações autonômicas e hemodinâmicas que vão influenciar o

sistema cardiovascular

, com o objetivo de manter a homeostasia

celular diante do incremento das demandas metabólicas. Há aumento no débito cardíaco, redistribuição no fluxo sanguíneo e elevação da perfusão circulatória para os músculos em atividade

pressão arterial sistólica (PAS) aumenta diretamente na proporção

do aumento do débito cardíaco. A pressão arterial diastólica reflete

a eficiência do mecanismo vasodilatador local dos músculos em

atividade, que é tanto maior quanto maior for a densidade capilar

local

A vasodilatação do músculo esquelético diminui a resistência periférica ao fluxo sanguíneo e a vasoconstrição concomitante .

que ocorre em tecidos não exercitados induzida simpaticamente

compensa a vasodilatação. Conseqüentemente, a resistência total

ao fluxo sanguíneo cai drasticamente quando o exercício começa,

alcançando um mínimo ao redor de 75% do VO2

 máximo

Os níveis tensionais elevam-se durante o exercício físico e no esforço

predominantemente estático, tendo já sido constatados, em indivíduos jovens e saudáveis, níveis de pressão intra-arterial superiores a 400/250mmHg sem causar danos à saúd

.514 Rev Bras Med Esporte 

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Em resumo, pode-se dizer que durante um período de exercício,

o corpo humano sofre adaptações cardiovasculares e respiratórias

a fim de atender às demandas aumentadas dos músculos ativos e,

à medida que essas adaptações são repetidas, ocorrem modifica-

ções nesses músculos, permitindo que o organismo melhore o

seu desempenho. Entram em ação processos fisiológicos e metabólicos, otimizando a distribuição de oxigênio pelos tecidos em

atividade

(11)

Portanto, os mecanismos que norteiam a queda pressórica pós-treinamento físico estão relacionados a fatores hemodinâmicos, humorais e neurais .

(12)

.

EXERCÍCIO FÍSICO NO TRATAMENTO DA

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

A hipertensão arterial sistêmica representa uma das maiores

causas de morbidade cardiovascular no Brasil e acomete 15% a

20% da população adulta, possuindo também considerável prevalência em crianças e adolescentes. Considerada um dos principais

fatores de risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares, representa alto custo social, uma vez que é responsável por cerca

de 40% dos casos de aposentadoria precoce e absenteísmo no

trabalho em nosso meio

(5,13)

.A identificação e o tratamento de pacientes com hipertensão arterial sistêmica constituem um problema de saúde pública no Brasil .

O sedentarismo também constitui importante fator de risco, já

estando bem estabelecida a ocorrência de maior taxa de eventos

cardiovasculares e maior taxa de mortalidade em indivíduos com

baixo nível de condicionamento físico

(14)

Estima-se que a prevalência do sedentarismo seja de até 56% nas mulheres e 37% nos .

homens, na população urbana brasileira

(15)

.

Modificações no estilo de vida, incluindo exercício físico, são

recomendadas no tratamento da hipertensão arterial. Estudo envolvendo 217 pacientes de ambos os sexos, com idade variando

de 35 a 83 anos, mostrou que a adesão a medidas não farmacoló-

gicas, dentre as quais a prática de exercício físico, promoveu sensível efeito na redução dos níveis pressóricos

(16)

.

Estudos randomizados mostraram efeitos indesejáveis do tratamento farmacológico em subgrupos de pacientes com hipertensão arterial sistêmica, sugerindo uma mudança na abordagem do

tratamento dos mesmos. O efeito do exercício físico sobre os ní-

veis de repouso da pressão arterial de grau leve a moderado é

especialmente importante, uma vez que o paciente hipertenso pode

diminuir a dosagem dos seus medicamentos anti-hipertensivos ou

até ter a sua pressão arterial controlada, sem a adoção de medidas

farmacológicas

(7,15)

A tendência de utilizar precocemente agentes .

farmacológicos foi substituída por agentes não farmacológicos,

dentre estes, o exercício físico aeróbico tem sido recomendado

para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica leve

(15)

Todavia, somente 75% dos pacientes hipertensos são responsivos ao .

treinamento físico, uma vez que a hipertensão arterial sistêmica é

uma síndrome poligênica e que pode ser influenciada pela herança

genética

(7)

.

Paffenbarger et al.

(17)

, em um seguimento de seis a 10 anos, de

15.000 indivíduos diplomados de Harvard, constataram que os que

praticavam exercício físico de forma regular apresentavam risco

35% menor de desenvolver hipertensão arterial do que os indiví-

duos sedentários.

Em outro estudo, Paffenbarger et al.

(18)

 seguiram 10.260 diplomados de Harvard por mais de uma década e constataram uma

relação inversa entre a prática de atividade física e o risco de morte por todas as causas. Ao comparar os que iniciaram atividade

esportiva moderadamente vigorosa (a uma intensidade de 4,5 ou

mais equivalentes metabólicos) com aqueles que não participaram

desse tipo de treinamento, observaram redução de 23% no risco

de morte (intervalo de confiança de 95%, 4% para 42%; p = 0,015).

A mortalidade diminuiu mesmo em indivíduos de meia-idade que

aumentaram a atividade física através de simples modificações nas

atividades ocupacionais ou mesmo recreativas.

A busca de uma explicação para o efeito redutor do exercício

sobre a pressão arterial de indivíduos normotensos e, principalmente, hipertensos tem motivado inúmeras pesquisas nas últimas

décadas, sendo a redução da pressão arterial diastólica em repouso após treinamento a mais largamente estudada. Os mecanismos que norteiam a queda pressórica pós-treinamento físico estão relacionados a fatores hemodinâmicos, humorais e neurais

(12)

.

Dentre os fatores hemodinâmicos verificou-se, tanto em ratos

espontaneamente hipertensos quanto em humanos, que o exercí-

cio físico promove redução da pressão arterial por diminuição no

débito cardíaco que está associada ao decréscimo da freqüência

cardíaca, uma vez que não foram observadas alterações no volume sistólico

(12,19)

A queda na resistência vascular sistêmica e, conseqüentemente, na pressão arterial seria outro mecanismo altern a t i v o   p r o p o s t o   p a r a   e x p l i c a r   a   q u e d a   n a   p r e s s ã o   a r t e r i a l .

pós-exercício

(12,19,20)

Uma redução significativa nos níveis pressóricos é conseguida com treinamento de baixa intensidade (50% do .

consumo de oxigênio de pico). Assim, o exercício físico de baixa

intensidade diminui a pressão arterial porque provoca redução no

débito cardíaco, o que pode ser explicado pela diminuição na freqüência cardíaca de repouso e diminuição do tônus simpático no

coração, em decorrência de menor intensificação simpática e maior

retirada vagal

(12,21,22)

.

Alguns autores atribuem a redução da pressão arterial após exercício físico em hipertensos a alterações humorais relacionadas à

produção de substâncias vasoativas, como o peptídeo natriurético

atrial ou ouabaína-like, modulada centralmente

(12)

,Ocorre, também .

melhora na sensibilidade à insulina

(6,7,23)

, além da redução da noradrenalina plasmática, sugerindo redução da atividade nervosa simpática, associada ao aumento da taurina sérica e prostaglandina E,

que inibem a liberação de noradrenalina nas terminações nervosas

simpáticas e redução do fator ouabaína-like, que provocaria recaptação de noradrenalina nas fendas sinápticas

(12)

Essa hipótese é .

contestada, uma vez que pode ser demonstrada redução da pressão arterial mesmo antes de haver redução nos níveis de noradrenalina plasmáticos. Outros autores relatam que os níveis de noradrenalina diminuem com o treinamento apenas nos indivíduos

hiperadrenérgicos. Redução nos níveis da renina plasmática também foi verificada, bem como aumento na produção de ácido nítrico

(6,12,24,25)

.

O treinamento aeróbico por exercícios predominantemente isotônicos ou dinâmicos geralmente não modifica, nos normotensos,

os níveis de pressão arterial sistólica e diastólica em repouso,

embora a pressão arterial média possa declinar em função da menor freqüência cardíaca basal, após período de treinamento físico

(6)

.

Grassi  et al.

(26)

 estudaram jovens normotensos e constataram

que após 10 semanas de exercício físico, além de diminuição na

pressão arterial sistólica e diastólica, houve redução significativa

na atividade nervosa simpática (36%), fato não observado no grupo controle, que não realizou exercício físico

(12)

.

No que diz respeito ao efeito agudo do exercício sobre a curva

da pressão arterial nas 24 horas em pacientes avaliados através da

monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), Marceau

et al. demonstraram que indivíduos treinados, a 50% e a 70% do

VO2

 máximo, apresentam diferentes perfis de curva pressórica; os

treinados a 50% mantiveram a redução exclusivamente durante o

período de vigília e os que treinaram a 70% mantiveram a redução

durante o sono

(27)

.

Ishikawa et al.

(28)

 estudaram 109 indivíduos hipertensos nos estágios I e II que realizaram treinamento leve por oito semanas, em

academias. Constataram que houve redução significativa da pressão arterial em todos eles; os indivíduos idosos apresentaram menor redução nos níveis pressóricos do que os indivíduos jovens.

Não foi observada influência do sexo nos resultados.Rev Bras Med Esporte 

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 Vol. 10, Nº 6 – Nov/Dez, 2004 515

Mais recentemente, Takata  et al. submeteram 207 indivíduos

com hipertensão essencial de graus 1 e 2 a um programa de exercício físico por oito semanas. Foram divididos em cinco grupos

baseados na duração e freqüência por semana de exercício (grupo

controle – sedentários, 30 a 60 minutos/semana, 61 a 90, 91 a 120

e acima de 120 minutos/semana). Verificaram que a PA diastólica

não mudou em repouso no grupo controle; no entanto, houve significativa redução na pressão arterial sistólica e diastólica em repouso nos quatro grupos submetidos a exercícios. A magnitude

de redução na pressão arterial sistólica foi maior no grupo de 60 a

90 minutos/semana, comparada com o grupo de 30 a 60 minutos/

semana. Não houve redução maior com o aumento do volume de

exercício. A magnitude de redução da pressão arterial diastólica

não foi significativamente diferente nos quatro grupos. Não houve

relação óbvia entre a freqüência de exercícios por semana e a magnitude de decréscimo dos níveis pressóricos provocado pelos exercícios

(29)

.

Indivíduos hipertensos mantêm a redução mais intensa da pressão arterial nas 24 horas seguintes às do exercício

(9)

Verificações .

da pressão arterial em sessões de 25 e 45 minutos após exercício

físico, a 50% do consumo máximo de oxigênio, mostraram redu-

ções mais acentuadas após as sessões de 45 minutos

(30)

-É possí .

vel que a queda da pressão arterial nesse caso se deva à diminui-

ção na resistência vascular periférica

(20,24,31)

, podendo ainda estar

relacionada à vasodilatação provocada pelo exercício físico nas

musculaturas ativa e inativa, resultante do acúmulo de metabólitos musculares provocado pelo exercício (potássio, lactato e adenosina) ou à dissipação do calor produzida pelo exercício físico

(30,32)

.

Alternativamente, o aumento do fluxo sanguíneo pode decorrer da

redução do tônus simpático e o conseqüente acréscimo da vasodilatação periférica

(32)

, que parece estar relacionada à elevação da

secreção de opióides endógenos provocada pelo exercício e que

possuem efeito vasodilatador direto

(30)

.

Alterações funcionais dos pressorreceptores arteriais e cardiopulmonares, como o aumento na sua sensibilidade e modificação

no seu ponto de ativação e do tempo de recuperação, podem também contribuir para o efeito vasodilatador pós-exercício. A redução

na resposta vasoconstritora alfa-adrenérgica, verificada no período

de recuperação – down-regulation dos receptores alfa-adrenérgicos também poderia explicar o maior fluxo sanguíneo muscular

pós-exercício. E, ainda, fatores humorais como a adrenalina, o fator atrial natriurético e o óxido nítrico têm sido citados como fatores envolvidos na vasodilatação pós-exercício

(9,30)

.

Surpreendentemente, estudos com ratos espontaneamente hipertensos mostraram que a diminuição da resistência vascular

periférica total não era o mecanismo hemodinâmico responsável

pela diminuição da pressão arterial, após treinamento de baixa intensidade e, sim, uma redução no débito cardíaco

(22)

No estudo de .

Overton  et al.

(31)

, medições do fluxo sanguíneo, através do  doppler, nas artérias ilíaca, mesentérica superior e renal de ratos, geneticamente hipertensos, treinados a 60% e 70% do VO2

 máximo, não mostraram diminuição na resistência vascular regional em

nenhuma das artérias, sugerindo que a redução do débito cardíaco

seja o mecanismo responsável.

RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA DO

EXERCÍCIO NA HIPERTENSÃO ARTERIAL

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que os indiví-

duos hipertensos iniciem programas de exercício físico regular,

desde que submetidos à avaliação clínica prévia. Os exercícios

devem ser de intensidade moderada, de três a seis vezes por semana, em sessões de 30 a 60 minutos de duração, realizados com

freqüência cardíaca entre 60% e 80% da máxima ou entre 50% e

70% do consumo máximo de oxigênio

(33)

.

Com discretas modificações, essas recomendações estão concordantes com as de outras entidades internacionais

(34,35)

.

CONCLUSÕES

Conclui-se que os efeitos benéficos do exercício físico devem

ser aproveitados no tratamento inicial do indivíduo hipertenso, visando evitar o uso ou reduzir o número de medicamentos e de

suas doses. Em indivíduos sedentários e hipertensos, reduções

clinicamente significativas na pressão arterial podem ser conseguidas com o aumento relativamente modesto na atividade física,

acima dos níveis dos sedentários, além do que o volume de exercício requerido para reduzir a pressão arterial pode ser relativamente

pequeno, possível de ser atingido mesmo por indivíduos sedentá-

rios.

Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito

de interesses referente a este artigo.

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Notícias

ERUPÇÃO DO VULCÃO JAPONES

02-02-2011 10:07

Erupção de vulcão japonês quebra janelas a 8 km de distância; veja

DA BBC BRASIL

O vulcão Shinmoedake, no sul do Japão, voltou a entrar em erupção nesta terça-feira, com a maior explosão registrada desde que ele voltou à atividade, na semana passada.

A erupção lançou rochas a quilômetros de distância, derrubou árvores e quebrou centenas de vidraças.

O deslocamento de ar quebrou janelas a 8 km de distância.

A violência da explosão levou autoridades a ampliarem a zona de segurança para um raio de 4 km ao redor do Shinmoedake.

Os mais de mil moradores da cidade de Takaharu foram orientados a deixar suas casas e procurar abrigo em centros públicos.

Cientistas afirmam que o nível da lava no interior da montanha de 1.421 metros está subindo, mas ainda não se sabe se será suficiente para transbordar e escorrer cratera abaixo.

As ilhas do Japão ficam dentro do chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde dezenas de vulcões estão em atividade. 

Egito,ate quanto não respeitam a liberdade de expressão

02-02-2011 09:35

 

 

Egito e a força do povo

02-02-2011 09:34

 MUBARAK DESISTE DE REELEIÇÃO

Internet voltou a funcionar em cidades.

Exército do Egito pede 'volta à vida normal'; oposição convoca atos (AP)

musculação

31-01-2011 14:05

musculação1.0

A musculação é um tipo de exercício resistido, com variáveis de carga, amplitude, tempo de contração e velocidade controláveis. Desse modo pode ser aplicada da forma isométrica (contração mantida), isocinética (com velocidade angular constante) ou isotônica (alternância de contrações concêntricas e excêntricas), contínua ou intervalada, suave ou intensa, com recursos aeróbios ou anaeróbios. Esta possibilidade de controle de tantas variáveis torna a musculação uma atividade física altamente versátil que pode ser usada para diferentes objetivos.

 
 

tabela com alguns tipos de treino

data colocação objetivo de treino
01/2011 Hipertrofia muscular
04.03.2007 Força muscular
01/2011 Potência muscular
04.03.2007 Resistência muscular
 

o feijão ajuda a recuperação muscular

O Feijão Ajuda a Recuperação MuscularFique com os músculos em forma para o seu próximo treino, comendo feijão depois de treinar. Segundo David Brennan, um fisiólogo do exercício, do Baylor College of Medicine, de Houston, os alimentos ricos em hidratos de carbono ajudam a acelerar a recuperação muscular quando são consumidos durante os 30 minutos depois do exercício. Esse é o momento em que os músculos absorvem perfeitamente os hidratos de carbono, e o feijão, macarrão ou cereais são perfeitos para realimentar-nos depois de treinar. Ao mesmo tempo que comemos excelentes fontes de hidratos de carbono complexos, é importante começar a beber líquidos, incluindo refrescos desportivos que contenham muitos hidratos de carbono, quase imediatamente depois de treinar.

a fama dos flavonóides

A Fama dos FlavonóidesAs pessoas que consomem frutas e vegetais com alto teor de antioxidantes chamados flavonóides, têm menos riscos de vir a morrer com problemas cardíacos. Um estudo com a duração de vinte e cinco anos, efectuado com 5133 pessoas, demonstrou que as mulheres que mais consumiam flavonóides teriam a metade das probabilidades de morte que as que consumiam menos, diz um artigo no British Medical Journal. Os homens que consumiam mais flavonóides teriam menos um quarto de probabilidades de virem a morrer de problemas cardíacos que aqueles que consumiam menos. As maçãs, os morangos, as cenouras, as cebolas, o tomate, a abóbora, o chá e o vinho tinto têm flavonóides.

 

 

MINISTROS EGÍPCIOS APRESENTAM RENUNCIA

29-01-2011 09:57

Ministros egípcios apresentam renúncia

Anúncio foi feito em meio a manifestações pela saída do presidente Hosni Mubarak.

Ministros egípcios apresentam renúncia (Marco Longari/AFP)
Preso mais um suspeito de matar prefeito (Reprodução/TV Globo)

JANDIRA, SP

Preso mais um suspeito de matar prefeito

Ex-secretários tramaram crime, diz polícia.

Ela respondeu à carta do presidente da Itália. 

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TVBQ Notícias do dia 28/11/2008

PREVENÇÃO CARDIO VASCULAR

29-01-2011 09:42

Prof. Ms. Fabiano Peres 
 
 
ImageMuito se fala sobre os benefícios da musculação sobre o sistema cardiovascular. Trabalhos realizados por laboratórios de fisiologia do exercício, de reabilitação cardíaca, clínicas específicas, hospitais do mundo inteiro e revistas científicas internacionais continuam mostrando os reais benefícios deste tipo de atividade física principalmente para o sistema cardiovascular.
 
Mesmo sabendo de tudo isto, muitos médicos, professores em Educação Física, fisioterapeutas e outros profissionais da área da saúde acabam “desacreditando” desses reais benefícios. Mas por que????

A musculação sempre foi alvo de muitas críticas do tipo: não serve para nada, interrompe o processo de crescimento, deixa a mulher masculinizada, todo  praticante usa hormônios para aumentar a massa muscular, etc.... Enfim, tudo que ainda é falado por aí não passa de folclore, e sem nenhum embasamento científico.
 
Aliás, é essa falta de embasamento científico que leva a essas falsas afirmações, além de que, os exercícios aeróbios desde há muito tempo é cultuado como a melhor atividade física para a promoção da saúde e principalmente da saúde cardiovascular mas, como nós sabemos não existe o melhor ou o pior tipo de atividade física e sim, cada tipo de atividade física melhora alguma capacidade física, ou seja, exercícios de alongamento melhora a flexibilidade do indivíduo; o treinamento aeróbio melhora a capacidade aeróbia específica, se você nada, você irá melhorar a sua capacidade aeróbia na natação, se você corre você irá melhorar a capacidade aeróbica da corrida e se você treina musculação, você irá melhorar a sua força muscular, resistência muscular aumento de massa óssea......só que a musculação melhora muito pouco a capacidade aeróbia, assim como  os exercícios aeróbios praticamente não influenciam o aumento de massa magra e a manutenção de massa óssea.
 
Então, aqueles “profissionais” que dizem que exercícios aeróbios são os mais aconselháveis para a reabilitação cardíaca e / ou aumento da qualidade de vida, estão REDONDAMENTE enganados.
 
Como já dissemos, atividades aeróbias melhora a capacidade aeróbia, e o resto?? FORÇA, para levantar pesos dentro de casa, nas atividades rotineiras, passear com os netos, se virar sozinho quando da ausência de parentes para ajuda-los em alguma coisa......

Enfim, se formos dizer o que um idoso precisa fazer para manter suas funções vitais adequadas para uma vida com qualidade, podemos facilmente escrever vários livros.

O intuito deste artigo é simplesmente mostrar os benefícios que o trabalho com pesos fazem em benefício para a saúde cardiovascular. Abaixo iremos exemplificar alguns itens:

O CORAÇÃO COMO UMA BOMBA MUSCULAR: durante uma atividade com pesos, os batimentos por minuto são bem menores do que em uma atividade aeróbia (não estamos falando de treinamento intenso e sim, o uso da musculação para a reabilitação cardiovascular!!), ou seja o DP (duplo produto) durante uma atividade com pesos é menor, sobrecarregando menos o coração. Sobrecarregar menos o coração significa poupar trabalho mecânico para executar uma determinada função, no caso, menos batimentos cardíacos.

RETORNO VENOSO FACILITADO:  a baixa pressão do sistema venoso cria um problema especial que é solucionado em parte por uma característica ímpar das veias. Dentro das veias existem várias válvulas finas, membranosas em forma de asas, distribuídas a pequenos intervalos dentro delas, permitindo apenas o fluxo unidirecional do sangue na direção do coração.
 
Em virtude da baixa pressão do circuito venoso, as minúsculas contrações musculares, comprimem prontamente as veias. A compressão dos músculos sobre as veias, o relaxamento alternativos das mesmas e a ação unidirecional de suas válvulas proporcionam uma ação de “ordenha” semelhante à ação do coração (MCARDLE et al, 2003).
 
Então, se a massa muscular torna-se mais forte mediante a realização de exercícios com pesos (musculação), isso irá facilitar e muito o retorno venoso, aumento o enchimento das cavidades cardíacas, fazendo com que em uma mesma quantidade de batimentos cardíacos, o coração irá conseguir ejetar uma quantidade maior de sangue, sobrecarregando menos o miocárdio.
 
Teoria esta explicada por Frank e Starling dois grande fisiologistas que descreveram o mecanismo facilitação do retorno venoso pela bomba muscular onde, quanto maior a força de uma determinado grupo muscular, maior a capacidade de “ordenha” para o retorno do sangue para o coração (denominada teoria de Frank-Starling).
 
Isso significa que, se o treinamento com pesos favorece o aumento da massa muscular e conseqüentemente o aumento de força, isto é mais um fator que comprova a eficácia deste tipo de atividade para a reabilitação cardiovascular.

Concluindo, os exercícios com pesos, podem e devem ser aplicados para este fim específico, promovendo um aumento da qualidade de vida, pois é uma ferramenta segura provada cientificamente.

BONS TREINOS!!!
 

Bibliografia (entrar em contato com o autor).
 
 
Prof. Ms. Fabiano Peres
profabiano@hotmail.com
Mestre em Educação Física pela UNIMEP
Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP
Graduado em Educação Física pela UNESP
Membro da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício
Professor e coordenador do curso de Educação Física da Universidade São Francisco (USF) - Bragança Paulista
Professor do curso de Especialização em Medicina Esportiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP/ IOT)
Professor do curso de Educação Física do UNIFAE – São João da Boa Vista 
 

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